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Parceria entre GNR e INEGI potencia tecnologia para investigar acidentes rodoviários

15 abril 2024

A GNR – Guarda Nacional Republicana e o INEGI celebraram um protocolo de cooperação para alavancar o uso da tecnologia na investigação de acidentes rodoviários e os resultados desta parceria têm-se revelado positivos.

Com o uso de novas tecnologias de recolha de imagem, nomeadamente veículos aéreos não tripulados (também conhecidos como drones), a GNR conseguiu diminuir o tempo médio de recolha de informação em cerca de 45 minutos por acidente, libertando a via para a circulação do tráfego automóvel mais rapidamente. Esta tecnologia permitiu ainda aos agentes da GNR observar e fotografar o cenário do acidente a partir de diferentes perspetivas, garantindo um registo mais rigoroso de todos os vestígios e das posições dos intervenientes.

Uma conquista possível graças à transferência de conhecimento e tecnologia entre as duas instituições.

Novas ferramentas de recolha de imagem são chave nas investigações

A parceria, de especial proximidade com o Comando Territorial do Porto e o NICAV - Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação, foi assinada em 2021. Tem como objetivo tornar as perícias mais eficientes e fiáveis, e contribuir para melhor entender a sinistralidade em ambiente rodoviário e como a prevenir, nomeadamente através da utilização de novas ferramentas de recolha de imagem, como drones e câmaras 360 graus.

Francisco Castro, responsável pelo Centro Pericial de Acidentes do INEGI, explica que a equipa do INEGI tem vindo também a apoiar a GNR na "criação de metodologias mais ágeis de recolha e processamento de informação e reconstrução de cenários de acidente, de modo a aumentar a capacidade e rigor do registo de informação, num menor intervalo de tempo”.

Este protocolo veio impulsionar uma parceria que já existe há largos anos, com colaborações frequentes entre a GNR e o Centro Pericial de Acidentes (CENPERCA) do INEGI. A recolha de dados e averiguação do acidente, por parte da GNR, é complementada pela reconstituição científica realizada no INEGI.

A reconstituição científica de acidentes de viação, recorrendo a simulações computacional e análises de dinâmica multicorpo, é uma mais valia para determinar que fatores contribuíram para o acidente. Francisco Castro acredita, por isso, que a "interajuda entre as duas instituições continuará a contribuir para melhorar a segurança nas estradas”.



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