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ML – Metalúrgica de Lourosa otimiza processos de fabrico com apoio do INEGI

09 fevereiro 2023

A Metalúrgica de Lourosa, empresa que opera no setor da fundição, anodização e lacagem, com tratamento, de alumínio e ferro, contou com o apoio do INEGI para auditar e otimizar o seu processo de fabrico e respetivo consumo energético.

José Miguel Silva, responsável pelo projeto no INEGI, explica que "a competitividade na indústria metalúrgica está muito ligada à melhoria contínua. E para atingir objetivos mais difíceis - como entrar em mercados mais competitivos e produzir peças mais exigentes a nível técnico - é essencial apostar na evolução da tecnologia e processos, reduzindo custos e antecipando problemas na produção”.

A intervenção da equipa de especialistas do INEGI abre caminho a um controlo da produção mais apertado e eficaz, graças à instrumentação e métodos de obtenção de dados desenhada pelo INEGI. Temperatura do metal e das coquilhas, tempos de vazamento, tempos de estágio, são algumas das informações a ser recolhidas, que permitem correlacionar variáveis com os resultados obtidos nas peças produzidas.

A par disto, também foram sugeridas novas soluções para fornos de fundição e coquilhadoras, e propostas melhorias para práticas correntes no processo de fabrico, nomeadamente novas formas de limpeza e desgaseificação do banho. As propostas de melhoria também incidiram no que respeita à análise de qualidade do metal, análise de defeitos e ainda incorporação de centros de maquinagem.

Otimização energética de processos traz grandes ganhos

A indústria metalúrgica é um dos setores com maiores consumos energéticos e com forte dependência de recursos energéticos não renováveis. Razão pela qual esta área também mereceu a atenção da equipa do INEGI.

Após análise dos consumos energéticos, a equipa traçou um plano de boas práticas e recomendações. Entre estas estava a substituição dos fornos de fundição a gás por um forno elétrico de maior capacidade, já que esta ação representaria poupanças de 82%, e um retorno de investimento em torno dos 4 meses.

A eletrificação do sector de fundição, aliás, aliada ao uso de painéis fotovoltaicos, resultaria numa redução dos consumos elétricos da empresa em torno dos 43%, de acordo com a análise da equipa. A instalação de um pack de baterias de 75kWh aumentaria a redução para os 46%, e esta aposta teria um período de retorno de investimento inferior a 6 anos.

O aproveitamento da energia térmica também foi prioridade, sendo proposta a instalação de permutadores de calor ar/água na exaustão dos fornos de fundição e circuito de arrefecimento das estufas de secagem e tinas de lacagem. Dado que o setor de lacagem corresponde a 10% dos gastos globais de GPL da empresa, a medida terá impacto na ordem dos 40% no setor, e um retorno de investimento em torno dos 5 anos e meio.


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