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INEGI quer aumentar vida útil de materiais e estruturas em parques eólicos offshore

12 fevereiro 2021

O INEGI é uma das entidades parceiras do projeto MAREWIND, um consórcio europeu que, ao longo dos próximos quatro anos terá como missão estudar e melhorar a durabilidade de materiais em parques de energia eólica offshore, de modo a prolongar o seu ciclo de vida.

Os parques eólicos offshore aproveitam o vento que sopra em alto mar, a uma velocidade maior e mais constante do que em terra. Porém, devido ao local de instalação, os equipamentos e componentes que constituem os aerogeradores estão sujeitos a um ambiente extremamente agressivo, o qual contribui de forma significativa para diminuir o seu tempo de vida útil, resultando em avarias ou perda de eficiência na geração de energia, que têm grande repercussão nos custos de operação e capital.

Para minimizar este problema e permitir a máxima exploração deste recurso de energia renovável, os 16 parceiros deste projeto propõem-se a "melhorar o desempenho operacional da próxima geração de geradores de energia eólica offshore e geradores de energia das correntes marinhas através do melhor desempenho de seus componentes funcionais ou estruturais”, conta Tiago Morais, um dos responsáveis pelo projeto no INEGI.

Face a este desafio, o INEGI terá a seu cargo o desenvolvimento de ferramentas para previsão do comportamento estrutural de fundações subaquáticas offshore do tipo gravity-based structure (GBS), através de algoritmos de machine learning, e tendo por base uma grande quantidade de dados gerados por modelos numéricos e adquiridos em tempo real por via experimental.

O teste e monitorização de fundações offshore subaquáticas serão realizados numa primeira fase em laboratório (tanque de ondas) e, posteriormente, em condições reais de operação, ao largo da costa Portuguesa.

De modo a reduzir o impacto de avarias nos custos de operação e manutenção, o projeto contempla "o desenvolvimento de um sistema completo de avaliação da integridade estrutural das pás dos aerogeradores”. Tiago Domingues, responsável no INEGI pela componente de monitorização estrutural do projeto, explica que "a pá será dotada de um sistema de monitorização com um conjunto de sensores que possibilitam a análise em tempo real da condição da pá, para antecipar problemas estruturais”.

Neste âmbito, a equipa de especialistas do INEGI irá também implementar técnicas monitorização sem contacto, nomeadamente tecnologias de termografia e correlação digital de imagem suportadas por drones, para identificar defeitos em toda a estrutura do aerogerador.

O projeto "MAterials solutions for cost Reduction and Extended service life on WIND off-shore facilities”, que arrancou em janeiro, é cofinanciado ao abrigo do Horizonte 2020, o programa de investigação e inovação da União Europeia.



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