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INEGI integra projeto europeu para impulsionar a criação de comunidades de energia renovável

06 janeiro 2021
Chamam-se «comunidades de energia renovável» e vêm quebrar com a gestão tradicional do sistema energético. Enquanto o modelo convencional assenta nos cidadãos como consumidores passivos da energia transformada e transportada até aos pontos de consumo, estas comunidades são responsáveis pela gestão da sua própria energia, partilhando custos e benefícios.

É o espelho da transição em marcha na Europa para um sistema energético mais sustentável e centrado no cidadão, e uma iniciativa que, na perspetiva da União Europeia, importa incentivar, pois figura uma resposta à necessidade urgente de descarbonização das economias.

É neste contexto que surge o COME RES (Community Energy for the Uptake of RES in the Electricity Sector), um projeto europeu que vai aplicar cerca de 3 milhões de euros no apoio ao desenvolvimento de comunidades de energia renovável em nove países europeus – Portugal, Espanha, Itália, Bélgica, Alemanha, Noruega, Polónia, Letônia e Países Baixos. Coordenado pela Freie Universität Berlin, a iniciativa conta ao todo com 16 entidades parceiras.

Vai nascer no INEGI a primeira plataforma europeia dedicada às «comunidades de energia renovável»

O INEGI representa Portugal no consórcio e assume um papel crucial no desenvolvimento da iniciativa a nível nacional, onde a existência de comunidades de energia renovável é ainda residual apesar de ser uma atividade prevista na lei desde 2020.

Concretamente, a equipa do Instituto irá "analisar os fatores legais, políticos, sociais e económicos que podem potenciar ou constituir barreiras à implementação de comunidades de energia renovável e da sua adoção em larga-escala em Portugal” conta Isabel Azevedo, responsável pelo projeto no INEGI. Esta análise será elaborada com o apoio de um grupo diversificado de atores, através da criação de um grupo nacional de discussão e da organização de workshops temáticos. "A partir desta informação, iremos desenhar novos modelos de negócio que facilitem a criação destas comunidades e um plano de ação que promova a sua implementação na região Norte de Portugal”.

O apoio à definição de políticas e um quadro regulatório mais eficazes, a disseminação de informação, e capacitação de atores locais, são algumas das estratégias que a equipa de especialistas do Instituto pretende pôr em ação.

A par deste esforço, será ainda criada uma plataforma Europeia de acesso livre e de fácil utilização que visa divulgar e difundir o conceito, facilitar a comunicação entre pessoas interessadas, e apoiar o desenvolvimento e organização dos projetos comunitários.

O objetivo é "reduzir o tempo e esforço necessário para promover projetos de instalações de energia renovável e comunitária e potenciar a transferência de boas práticas”, salienta Isabel Azevedo, tendo em mira "municípios e autarquias, parques empresariais, aglomerados industriais, e até comunidades de residentes".

O projeto é financiado ao abrigo do programa europeu Horizonte 2020.
 
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