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INEGI abre caminho à monitorização remota na aquacultura offshore com estação de docagem modular

21 junho 2021

A aquacultura offshore, onde os peixes são mantidos em jaulas flutuantes no mar, é uma atividade exposta a condições oceânicas extremas, que afetam as estruturas e a operação em mar aberto. O sucesso da produção depende em grande parte, por isso, da monitorização remota das condições de produção. Os veículos autónomos subaquáticos (AUV) são capazes de garantir este controlo, mas existe um obstáculo: têm autonomia de apenas algumas horas.

Para fazer face a este desafio, o INEGI, em colaboração com o INESC TEC, desenvolveu uma estação de docagem para aumentar o tempo de permanência destes equipamentos no mar. É modular e capaz de albergar vários tipos ou geometrias de veículos, permitindo realizar transferências de dados e recarregar baterias.

A estação de docagem, cujo sistema eletromecânico foi projetado no INEGI, esta a ser "testada em laboratório, e dará em breve os primeiros passos no mar”, conta Tiago Morais, responsável pelo projeto. Vai contribuir para "aumentar o leque de operações e missões dos AUVs, de modo a evitar a presença humana, e reduzir riscos e custos”, acrescenta.

Os veículos autónomos subaquáticos e não tripulados são capazes de realizar diversas operações de forma eficiente e económica, desde a monitorização e exploração do oceano, tarefas batimétricas ou mesmo inspeção de estruturas subaquáticas. Apesar desta versatilidade, a sua utilização a longo prazo é ainda muito limitada pela autonomia energética dos veículos. Operações de instalação e recuperação são por isso indispensáveis, exigindo tempo, mão de obra, e o uso de uma embarcação de suporte, com impacto significativo nos custos de operação.

Monitorização eficaz contribui para rentabilidade da atividade

O equipamento foi desenvolvido no âmbito do projeto INTENDU, que juntou entidades de Portugal, França e Noruega, num esforço de contribuir para evolução tecnológica das plataformas e veículos subaquáticos robóticos para benefício do setor da aquacultura.

O projeto surgiu da necessidade de ter meios de acompanhamento remoto das infraestruturas, em particular a aquacultura de salmonídeos, comum na costa oeste norueguesa. Os parceiros do consórcio pretendem fazer face ao problema através de veículos autónomos, dotados de câmaras e sensores para detetar danos em tempo real. Estes sistemas serão auxiliados pelas estações de docagem, de modo a serem capazes de percorrer autonomamente distâncias maiores.

Aumentar a capacidade destas tecnologias e a aposta em tecnologias 4.0  é uma vantagem para o setor da aquacultura, que tem vindo a crescer em linha com o aumento do consumo de peixe a nível mundial, e se apresenta como uma alternativa à destruição de habitats.

O projeto INTENDU - Integrated Technologies Longterm Deployment of Robotic Underwater platforms é financiado pelos parceiros MarTERA: Fundação para a Ciência e Tecnologia (Portugal), Research Council of Norway (Noruega), pela Agence Nationale de Recherche (França), e co-financiado pela União Europeia.

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