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Combinação de tecnologias de fabrico resulta numa nova bicicleta elétrica de montanha para a empresa Lynx

15 julho 2020
Desenvolver uma nova bicicleta que aliasse design e qualidade a um preço de mercado justo foi a necessidade que levou a empresa Lynx Advanced Composites, com atividade na área de desenvolvimento de componentes e quadros para bicicletas em fibra de carbono, a contactar o INEGI. Desta parceria, resultaram dois novos produtos para esta start-up, que conta agora na sua oferta com um novo quadro e um guiador de baixo peso e elevada resistência mecânica.

Produzidos no INEGI, com recurso a uma combinação inovadora de diferentes tecnologias de fabrico de materiais compósitos, nomeadamente fibra de carbono, estes componentes poderão integrar bicicletas de montanha elétricas (e-MTB), cujo quadro é 10% mais leve que o homólogo da concorrência e cuja produção têm a vantagem de exigir menos matéria-prima

Para atingir o objetivo, a equipa do INEGI recorreu à conjugação de várias tecnologias de fabrico, que inclui técnicas tipicamente associadas ao fabrico de peças de alta qualidade nas indústrias automóvel e aeronáutica. Como explica Rui Mendes, responsável pelo projeto no INEGI, o produto final resulta da "combinação de três tecnologias de fabrico: high-pressure resin transfer molding (HP-RTM), carbon fiber sheet molding compound (CF-SMC) e hand lay-up com recurso a blow-molding”. 

"Recorremos a estas técnicas por permitirem uma elevadíssima versatilidade e complexidade geométrica”, acrescenta o responsável. "Só assim foi possível criar um quadro com maior simplicidade de fabrico e um design arrojado”.

Jorge Silva, engenheiro de desenvolvimento de processo do INEGI, salienta ainda que o principal processo utilizado, o HP-RTM, "permitiu alcançar volumes de fibra elevados, até à casa dos 65% e com pressões de injeção em torno dos 60 bar".

O projeto decorreu ao longo de várias fases, desde a conceção, desenvolvimento do produto, desenvolvimento do processo de fabrico, e produção de protótipos. Findo o projeto, Ana Branco, engenheira de desenvolvimento de produto da empresa Lynx, salientou que "o INEGI foi incansável durante todo o projeto, quer na partilha de conhecimento e experiência, quer na criação de sinergias entre as diferentes equipas, que permitiram um desenvolvimento de produto e processo mais eficiente de um quadro de bicicleta eMTB, resultando no final em protótipos funcionais, que poderão tornar-se no futuro principal produto da empresa”.