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Rumo a uma ferrovia mais robusta - com a ajuda de tecnologias de monitorização

11 novembro 2021

Artigo de Paulo Tavares, gestor de projetos na área de Monitorização Avançada e Integridade Estrutural no INEGI.


O transporte ferroviário está a ganhar relevo no paradigma atual da mobilidade em Portugal e na Europa. . O setor ferroviário tem um papel vital no cenário logístico e económico do nosso país, sendo cada vez mais, um meio alternativo na mobilidade de pessoas e bens, sendo dos mais eficientes do ponto de vista energético e ambiental.

Mas para realizar o pleno potencial do serviço ferroviário, e concretizar a visão de um país menos dependente de combustíveis fósseis, é imperativo que a rede ferroviária responda às necessidades de eficiência no transporte de pessoas e bens.

Para tal, é indispensável garantir a monitorização de toda a infraestrutura e do material circulante. A manutenção preditiva – antecipar problemas antes que estes impactem a circulação – é fundamental para a sustentabilidade económica e ecológica do sistema ferroviário.

Neste contexto, surgem soluções capazes de prever problemas, como sistemas de monitorização e gestão da condição estrutural, e de inspeção não destrutiva. Estas e outras tecnologias fazem parte do futuro da ferrovia, que também se desenha com o apoio do INEGI.

INEGI é um dos players da inovação na ferrovia portuguesa

A visão do Cluster da Plataforma Ferroviária Portuguesa de uma Ferrovia 4.0 está a materializar-se com as nossas contribuições, na forma de componentes, ferramentas e sistemas de monitorização para a deteção e identificação de defeitos na via e nos veículos2.

Existem vários elementos no ambiente ferroviário que podem e devem ser monitorizados, e estas tecnologias representam uma mais valia no sentido de otimizar tempo, recursos e custos.

Entre as tecnologias em desenvolvimento, estão sensores, a serem instalados na infraestrutura e veículo para monitorização do estado de elementos como carris, pontes, túneis e taludes, emitindo alertas de segurança para eventos críticos.

A análise da conformidade e segurança dos carris, por exemplo, pode ser feita através do levantamento da geometria 3D. Igualmente, com a análise dos rodados é possível prevenir problemas com riscos de segurança elevados.

Paralelamente, a utilização de drones para tarefas de inspeção, que tem vindo a ganhar proeminência nos últimos anos, tornará possível monitorizar elementos da infraestrutura, como pontes ou locais de difícil acesso.

Garantir a segurança da infraestrutura também passa pela monitorização de taludes, suscetíveis a eventos de deslizamento ou queda, com consequências graves. Para evitar estas situações, serão implementadas ações de monitorização com recurso a imagem 3D para detetar alterações e padrões de deslocamento.

Este tipo de análise permite adquirir pares stereo de imagens, onde posteriormente será possível comparar periodicamente as alterações entre as diferentes aquisições. Esta informação servirá de base ao planeamento de medidas preditivas, e até na sinalização atempada de eventos de segurança crítica.

Dado o papel da ferrovia num mix mais «verde» e económico da mobilidade, urge repensar a maneira como a gerimos. E a inovação tecnológica, especialmente no contexto da monitorização e gestão da infraestrutura, é uma peça sem a qual o puzzle não fica completo.

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