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Primeira antena espacial europeia de grandes dimensões é testada no INEGI

10 março 2021
Já começaram os testes em Portugal da primeira antena espacial de grandes dimensões produzida na Europa, uma das mais críticas tecnologias para os satélites do futuro. Trata-se de um protótipo do modelo a embarcar num dos satélites do programa Copernicus, conduzido pela União Europeia e pela Agência Espacial Europeia, que tem as primeiras descolagens previstas para 2027, com a missão de observar a Terra.

No INEGI, encontra-se o braço articulado da antena, para serem testadas as suas capacidades de funcionalidade, rigidez e repetibilidade, determinantes para garantir a abertura correta da antena no espaço.

"Nos últimos três anos temos vindo a desenvolver vários equipamentos para testar sistemas incorporados em satélites, no âmbito deste projeto. Estamos focados nas tecnologias que validam a performance e os requisitos técnicos dos sistemas em terra, de forma a caracterizar o seu funcionamento em órbita, antes do lançamento para o espaço, particularmente braços articulados e refletores”, explica Ricardo Lopes, responsável pelo projeto no INEGI.

Depois de ter desenvolvido os equipamentos para testar o refletor e o braço da antena, na Airbus, na Alemanha, e no INTA – Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial, em Espanha, o INEGI tem agora a responsabilidade de realizar novos testes, em Portugal.

Aumentar independência europeia em tecnologia espacial é determinante

O desenvolvimento da antena espacial de grandes dimensões na Europa surge da necessidade de reduzir a dependência de fontes não europeias para este tipo de tecnologias essenciais. Um desafio que tem vindo a ser trabalhado no âmbito do projeto LEA - Large European Antenna, com o propósito de cumprir missões estratégicas, como a observação da Terra, as telecomunicações e as missões científicas.

Recentemente, o INEGI destacou-se também como uma das cinco entidades portuguesas selecionadas pela Agência Espacial Europeia para desenvolver equipamentos para a missão espacial do programa Copernicus (CIMR – Copernicus Imaging Microwave Radiometer), que vai monitorizar fatores terrestres, como a temperatura da superfície dos oceanos, concentração de gelo e salinidade do mar. 

O contrato, no valor de 1,5 milhões de euros, terá como foco a criação de equipamentos para testes de satélites espaciais, que vão ter por base trabalho desenvolvido no projeto LEA, liderado pela empresa alemã HPS – High Performance Space Structure Systems, contando com a LSS – Large Space Structures, a FHP – Frezite High Performance e a RUAG Space Germany na equipa base, e com mais 11 pequenas e médias empresas e institutos de inovação, investigação e desenvolvimento europeus.