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Neutroplast quer atingir meta de «zero resíduos» e conta com INEGI para criar processos industriais circulares

04 janeiro 2022

«Zero resíduos». Esta é a meta estabelecida pela Neutroplast, que hoje gera cerca de 175 toneladas de excedentes produtivos e não conformidades por ano, mas pretende repensar a sua estratégia produtiva de modo a criar processos mais circulares, e eliminar a geração de "desperdícios”.

O objetivo é recuperar, reintegrar e reciclar os resíduos industriais plásticos – transformando-os em matérias-primas secundárias - nas linhas de produção de embalagens farmacêuticas, reduzindo assim o consumo insustentável de recursos naturais e matérias-primas virgens.

Esta transição do modelo económico atual tem inevitáveis desafios tecnológicos e científicos, pelo que a empresa conta com o INEGI para tornar esta visão realidade, e conceber e implementar uma linha piloto laboratorial. A cargo dos especialistas do Instituto está, por isso, o suporte na implementação de novos processos, e no desenvolvimento novos materiais e formulações (compounds) gerados através de reciclagem mecânica primária e/ou secundária.

Como explica Raquel Santos, responsável pelo projeto no INEGI, o grande desafio do projeto está em criar "metodologias inovadoras e sustentáveis que permitam impulsionar a utilização de materiais reciclados na produção de embalagens para a indústria farmacêutica, sem comprometer a sua funcionalidade”.

A equipa tem, por isso, dado especial atenção "à qualidade, ao desempenho e às especificações previstas neste setor de extrema exigência”, estando a ser também considerado a possibilidade de integrar estes materiais na indústria alimentar e cosmética.

Esta parceria surge no âmbito do projeto RREDUCE, que junta a Neutroplast e o INEGI para enfrentar os desafios relacionados com a valorização dos «resíduos plásticos» gerados na transformação, consumo e descarte de embalagens de uso único. Um esforço considerado prioritário pela Comissão Europeia, e registado no Plano de Ação para a Economia Circular (PAEC), no âmbito do caminho rumo à economia circular. Pretende-se demonstrar através deste projeto que se a reciclagem de plásticos de grade farmacêutico na produção de novas embalagens é uma realidade, então existe uma panóplia de oportunidades para outros setores da indústria transformadora de plásticos.

A par da gestão sustentável destes recursos na fábrica da Neutroplast, o projeto contempla ainda a promoção de uma rede de partilha de resíduos entre empresas. "Numa linguagem mais informal ou na gíria, habitualmente diz-se que o lixo de uns é o ouro de outros. Por isso, as simbioses industriais, a transferência e partilha de recursos e conhecimento entre os diversos intervenientes industriais é essencial para mudar a perceção dos resíduos para recursos e identificar novas oportunidades para criar valor”, acrescenta Raquel Santos.

O projeto RREDUCE: Reuse and Recycling in an Integrated Circular Process é cofinanciado pela União Europeia através do no COMPETE 2020, no âmbito do Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico.

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