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Modularidade: INEGI contribui para flexibilizar processos e produtos na construção naval

07 outubro 2021

O mercado e os consumidores de hoje têm necessidades cada vez mais voláteis, o que representa um grande desafio para a indústria. Exige um maior número de variações nos produtos, e maior velocidade nos processos de desenvolvimento e produção. Neste contexto, a modularidade revela-se uma aposta de sucesso em muitos setores.

Reconhecendo esta oportunidade, a empresa Vanguard Marine recorreu ao apoio especializado do INEGI para flexibilizar os seus produtos e processos. Em resposta a um mercado que exige um elevado grau de customização, a empresa fabricante de embarcações náuticas ambiciona criar uma embarcação semirrígida com arquitetura modular e reconfigurável.

"A ideia da modularidade assenta na racionalização do processo produtivo”, afirma Cláudio Santos, responsável pela componente de gestão industrial do projeto. "Módulos comuns são utilizados em diferentes versões do produto, com várias tipologias, resultando na redução do lead time e maior eficiência na produção”.

Tudo isto traduz-se em catálogos mais amplos, e na capacidade de disponibilizar os produtos no mercado mais rápido, sem um aumento de custos de produção significativo.

Alterar toda a lógica de produção de uma fábrica, no entanto, não é tarefa fácil. Para a ajudar, o INEGI está a desenvolver uma metodologia que servirá de suporte ao projeto de modularização. "Queremos sistematizar o projeto destas futuras embarcações, de modo a garantir a otimização dos benefícios da conceção de produtos modulares”, explica o responsável. "Com esta metodologia, através da criação e seleção de conceitos e ferramentas de análise cruzada e clusterização, será mais fácil identificar os módulos compatíveis entre diferentes variantes de um mesmo produto”.

O projeto contempla também o desenvolvimento do protótipo desta embarcação multifuncional, e a equipa do INEGI tem a seu cargo o desenvolvimento de uma "interface modular de fixação do componente insuflável ao casco da embarcação”, isto é, a peça que une um módulo ao outro. "Aqui reside um dos grandes desafios que pode alterar o modo como o processo de montagem do barco é feito” afirma Rui Mendes responsável do projeto no INEGI. "Desenvolver um sistema que permita que a união entre o casco e o flutuador seja feita no processo de montagem o mais tarde possível e através do uso de guindaste, ao contrario do que é feito, traz enormes vantagens quer no processo de montagem quer em processos futuros de manutenção”.

Não é a primeira vez que o INEGI aplica o seu conhecimento e competências em projetos que envolvem conceitos de modularidade. Atualmente, o instituto contribuiu para a criação do FLY, um conceito de transporte modular urbano do futuro no âmbito de um projeto mobilizador, cujo consórcio contou com o INEGI para o desenvolvimento de estruturas, componentes e dos respetivos processos de fabrico em materiais compósitos.

A estratégia, que teve origem no setor automóvel, está a ganhar terreno na indústria. Também no setor dos equipamentos robotizados as empresas apostam neste conceito para acrescentar valor à sua operação. A JPM Industry, por exemplo, uniu esforços com o INEGI e o INESC TEC em 2019 num projeto que resultou num gripper modular e adaptativo para paletização e embalamento.

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