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INEGI integra novo projeto europeu para levar materiais compósitos e tecnologias 4.0 ao setor da construção naval

08 fevereiro 2021

O INEGI é um dos parceiros de um novo projeto europeu que arrancou no passado dia 27 de janeiro e visa impulsionar o uso de materiais compósitos em estaleiros navais europeus através da introdução de novas tecnologias de produção avançada, digitalização e automação.

Os materiais compósitos apresentam evidentes benefícios para a construção naval. "Permitem uma redução de peso, o que por sua vez resulta numa substancial poupança de combustível, no aumento da capacidade de carga, e numa redução das emissões de gases com efeito de estufa”, conta João Silva, responsável pelo projeto no INEGI.

Igualmente importante, acrescenta o responsável, é o facto de "os compósitos serem mais resistentes e imunes à corrosão. Têm um ciclo de vida maior, e não exigem tanta manutenção como os materiais utilizados atualmente, em particular, os metais”. A melhoria estética e redução do ruído subaquático, serão também explorados no âmbito do projeto.

No entanto, a capacidade produtiva de embarcações com estes materiais está severamente limitada pelo alto custo de produção, decorrente dos métodos semi-artesanais atualmente usados, e a fraca adoção de tecnologias associadas à indústria 4.0, como a automação e digitalização de processos, que contribuiriam para acelerar e otimizar a produção.

Com o objetivo de ir de encontro a estes desafios surge o FIBRE4YARDS, um projeto de inovação e transferência de tecnologia europeu, que conta com a participação do INEGI.

A cargo do Instituto estará a identificação e avaliação de processos de compósitos e tecnologias de integração adequadas à exigente utilização destas embarcações. A equipa do INEGI irá ainda contribuir para o projeto de embarcações produzidas em material compósito, através de ferramentas computacionais avançadas, e para criação de demonstradores de metodologias de ligação à escala laboratorial.

Ao introduzir tecnologias de fabrico avançadas no setor, o consórcio ambiciona também contribuir para tornar o conceito de "estaleiros navais 4.0” numa realidade, e assim impulsionar a liderança global europeia na construção e manutenção de navios. Atualmente, o setor de construção naval da União Europeia detém uma quota de mercado de 6%, em termos de encomendas, e 19% em termos de valor.

O projeto FIBRE4YARDS - FIBRE composite manufacturing technologies FOR the automation and modular construction in shipYARDS é cofinanciado pela União Europeia através do programa Horizonte 2020