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Digitalizar produção de compósitos vai diminuir desperdícios

28 novembro 2022

O INEGI é um dos parceiros de um novo projeto europeu que ambiciona melhorar o controlo e deteção de defeitos na produção de compósitos. Um esforço que permitirá à indústria reduzir o desperdício de material, melhorar a eficiência dos processos e a qualidade dos produtos.

A solução a desenvolver vai assentar na utilização de técnicas inovadoras, rápidas e precisas de inspeção e monitorização, a par do uso de inteligência artificial capaz de antecipar defeitos e, consequentemente, determinar se e que tipo de ações corretivas devem ser adotadas dentro das operações de pré-formação e infusão. A partilha de dados entre fábricas levará a solução ainda mais longe, ao «alimentar» o modelo de inteligência artificial com mais conhecimento.

João Pedro Silva, responsável pelo projeto no INEGI, explica que o objetivo é "digitalizar os processos e criar um sistema de apoio à decisão, com otimização em tempo real, de modo a atingir a meta de «zero defeitos» e «zero desperdício»”.

Para tal, o INEGI vai contribuir com a sua larga experiência em materiais compósitos, tendo a seu cargo a especificação do processo produtivo, identificação dos fenómenos que contribuem para a formação de potenciais defeitos e, implementação e validação do sistema protótipo. Adicionalmente, o INEGI será responsável pela integração do sistema em 2 linhas piloto, para validação da solução em ambiente industrial.

O consórcio vai focar atenções na infusão de resina líquida (LRI), um dos processos de fabrico mais comuns, utilizado na produção de peças de grandes dimensões como componentes de aviões, convés de navios e pás de turbinas eólicas. Controlar a infusão de resina e pré-formação do processo é fundamental, uma vez que, a partir do momento em que a resina começa a fluir dentro do molde, é extremamente difícil efetuar correções e prevenir defeitos.

Os materiais compósitos já são amplamente utilizados em setores como o da energia, aeroespacial e automóvel. No entanto, tanto o processamento do material como o controlo de qualidade são ainda, em grande parte, feitos manualmente, sendo a qualidade do produto final quase totalmente determinada por um operador. "Urge, por isso, apostar na inovação e digitalização para evitar o desperdício de matéria-prima, de energia e de tempo, para assim aumentar a competitividade destas empresas”, afirma João Pedro Silva.

O projeto FLASH-COMP junta 13 parceiros e é financiado ao abrigo do Horizonte Europa, o programa de investigação e inovação da União Europeia.


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