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Começaram os testes da primeira antena espacial europeia de grandes dimensões com equipamentos desenvolvidos pelo INEGI

18 novembro 2020

Três anos depois da União Europeia, juntamente com a Agência Espacial Europeia, ter decidido investir no desenvolvimento de uma das mais críticas tecnologias para os satélites do futuro – a primeira antena de grandes dimensões – começa a fase de testes. 

Este é um momento determinante para a contribuição do INEGI e de Portugal no projeto, já que foram desenvolvidos pelo Instituto os equipamentos que permitem a realização destes testes. Têm a missão de validar em terra o comportamento do refletor com cinco metros  de diâmetro, e de caracterizar o seu funcionamento em órbita, antes do lançamento para o espaço. 

A decorrerem nas instalações da Airbus, na Alemanha, estes testes vão "medir a precisão da superfície do refletor da antenacaracterizando  o seu desempenho com radio frequências entre as bandas C e Ka, em gravidade zero”, explica Filipe Lopes, responsável pelo projeto no INEGI.  

Na próxima etapa do projeto, além do refletor, será ainda testado o braço desdobrável da antena espacial, no INTA – Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial, em Espanha, com recurso aos equipamentos que o INEGI desenvolveu para testar a conformidade com os requisitos de vibração e variação térmica em vácuo. Para 2021, estão previstos testes em Portugal, nas instalações do INEGI, focados na abertura, repetibilidade e distorção térmico-elástica do braço da antena, antes da conclusão do protótipo do modelo de voo, marcada para março de 2021. 

As tecnologias para o espaço servem hoje em dia um conjunto alargado de setores económicos, que beneficiam diretamente das suas diversas potencialidades. A antena que está a ser desenvolvida no âmbito do projeto LEA - Large European Antenna serve para cumprir requisitos técnicos determinantes para as suas missões estratégicas, como a observação da Terra, as telecomunicações e as missões científicas. Já o novo refletor de grandes dimensões tem ainda a particularidade de permitir maior sensibilidade e resolução na comunicação e obtenção de dados.

Reduzir a dependência de fontes não europeias para este tipo de tecnologias essenciais é também outro dos grandes objetivos do consórcio WeLEA, que pretende estar alinhados com as necessidades identificadas como prioritárias pela Comissão Europeia.

O projeto LEA - Large European Antenna é liderado pela empresa alemã HPS – High Performance Space Structure Systems, contando com a LSS – Large Space Structures, FHP – Frezite High Performance e RUAG Space Germany na equipa base, e com mais 11 pequenas e médias empresas e institutos de inovação, investigação e desenvolvimento europeus. Enquadra-se no âmbito do programa Horizonte 2020, projeto número 776294 – The first Large European Antenna with a diameter larger than 5 meters – LEA.