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APDL alia-se ao INEGI para antecipar avarias na ponte móvel de Leixões

15 fevereiro 2021

Com o apoio especializado do INEGI, a APDL (Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo) vai dotar a Ponte Móvel de Leixões com sensores que avaliam a integridade da estrutura remotamente. O objetivo é antecipar avarias e planear intervenções de manutenção.

Na sequência das avarias ocorridas na ponte, que liga Leça da Palmeira a Matosinhos, a APDL promoveu a criação de um grupo de trabalho liderado pelo INEGI

A cargo deste grupo está o diagnóstico da causa das avarias prematuras, eventuais reparações e, por outro lado, a implementação de "um sistema que permita antecipar a substituição de componentes através de alertas e, nessa medida, uma manutenção planeada sem o prejuízo que resulta da imprevisibilidade e das ações corretivas em situações de emergência”, avança a APDL em comunicado.

Mário Vaz, responsável pelo projeto no INEGI, conta que a equipa vai "identificar os pontos críticos para construir um sistema de monitorização que possa antecipar precocemente futuras avarias”.

O trabalho do INEGI foca-se agora na modelação digital da ponte, que permitirá a sua posterior sensorização. "Neste momento a equipa do INEGI tem já um modelo tridimensional da estrutura realizado em CAD, e trabalha num modelo numérico de elementos finitos que permitirá simular o seu funcionamento”, explica Mário Vaz. "Este modelo será fundamental para identificar a influência dos diversos parâmetros na solicitação dos elementos que têm estado sujeitos às avarias extemporâneas verificadas”.

O grupo de trabalho é composto também pela Mota Engil, responsável pela empreitada, pela Schaeffler que levou a cabo a produção dos seus componentes, pela Eurocrane, que tem vindo a fazer a manutenção daqueles componentes nas suas vertentes preventivas e corretivas e, finalmente, pela Hansa-flex, que tem a seu cargo a manutenção do sistema de acionamento daquela infraestrutura.