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Projecto ULEX premiado em Genebra pela IFIA
25-05-2010
O projecto ULEX foi recentemente premiado no Salão das Invenções de Genebra com uma medalha de ouro e menção especial do júri e prémio da International Federation of Inventors Associations (IFIA) para melhor invenção. O ULEX é um disco de corte universal que permite cortar, eficazmente, todo o tipo de vegetação encontrada pelos profissionais da limpeza florestal. Uma maior durabilidade, rendimento e segurança, assim como a ausência de necessidade de manutenção, relativamente aos acessórios já existentes no mercado são as vantagens deste projecto. Patenteado internacionalmente, a industrialização do acessório irá envolver verbas na ordem dos 600 mil euros.
Actualmente, para se efectuar uma limpeza florestal completa e eficaz capaz de diminuir as probabilidades de propagação de e permitir uma boa gestão silvícola, os profissionais de limpeza florestal utilizam vários acessórios de corte consoante o tipo de vegetação.
O acessório desenvolvido por investigadores do INEGI e o empresário Marco Portocarrero, distingue-se por ser um disco de corte universal, ou seja, que se aplica às motoroçadoras profissionais existentes no mercado e que permite cortar eficazmente todo o tipo de vegetação. Foi desenvolvido para a limpeza florestal feita por utilizadores exigentes e em condições extremas, como é o caso dos sapadores florestais, proprietários florestais ou industriais da celulose.
A inovação do acessório
De acordo com o investigador do INEGI, João Francisco Silva, este é o “primeiro acessório com lâminas metálicas que trabalham centrifugamente (flail blade), para equipamentos portáteis, permitindo um trabalho eficaz e, ao mesmo tempo, seguro”. Eficaz porque é o “único acessório que permite cortar toda a variedade de vegetação ao mesmo tempo e sem necessidade de troca de acessório de corte” e seguro porque, e de acordo com o investigador do INEGI, graça a um novo processo de materiais compósito aliado a uma geometria especial de lâminas, duas inovações recentemente patenteadas, mas também ao sistema de fixação das lâminas aos veios, com a interposição de casquilhos em polímero técnico (sistema este já objecto de uma patente internacional), pode embater repetidamente contra objecto duros, como pedras, sem que “exista a possibilidade de se soltar e atingir o utilizador provocando eventuais ferimentos” e continuar a cortar de forma eficiente até o fim da vida útil do acessório.
Mas este acessório de corte tem mais vantagens. Além de permitir um funcionamento mais suave para o utilizador e para o equipamento, com este acessório obtém-se um maior rendimento (cerca de três vezes mais do que permitem os melhores acessórios actualmente existentes no mercado) e durabilidade.
Custos e investimento
Relativamente aos custos, João Francisco Silva confessa que este “acessório será dos mais caros no mercado”. No entanto, “será sempre mais barato do que a compra do conjunto de acessórios necessário para cobrir todo o leque de vegetação a cortar. Qualquer uma das vantagens acima referenciadas, justificará, por si só, a diferença de preço”, salienta. Por outro lado, e se tivermos em conta que “um operário do sector custa, em Portugal, cerca de 10€/h, a diferença de preço de compra será compensado em menos de meio-dia de trabalho. Com uma vida útil da ordem dos 40h de trabalho (mais do dobro dos acessórios tradicionais nas mesmas condições), o nosso acessório não tem comparação possível em termo de rentabilidade”, afirma o investigador do INEGI.
Actualmente, os promotores do projecto estão à procura de soluções de financiamento para lançar a produção do disco, tanto no sector dos componentes florestais como no estudo da aplicação da nossa tecnologia de fabrico de estruturas em material compósito nas mais diversas áreas, sendo necessário um investimento inicial “na ordem dos 600 mil €”, adianta João Francisco Silva.
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