Efacec acelera ‘salto’ digital de transformadores de potência elétrica com apoio do INEGI
17-06-2020
A Efacec, fabricante de referência no mercado dos transformadores de potência elétrica, ambiciona estar um passo à frente dos desafios de amanhã e aliou-se ao INEGI para idealizar a tipologia e configuração do transformador do futuro. O projeto, intitulado Transformer 4.0, arranca este verão e conta também com a participação do INESC TEC e do MIT (Massachusetts Institute of Technology) de Boston, Estados Unidos.
Num setor considerado conservador em termos de inovação, os “transformadores de potência elétrica são produtos cujos componentes básicos e processos de fabrico pouco mudaram nas últimas décadas”. Com o “advento do paradigma digital e da ‘energia 4.0’, no entanto, abrem-se as portas a uma mudança profunda na maneira como estes equipamentos serão produzidos e como irão operar”, conta Luís Oliveira, responsável pelo projeto no INEGI.
Para traçar o roadmap desta evolução e responder ao desafio lançado pela Efacec, o INEGI vai participar no desenho dos componentes do transformador do futuro e tem a seu cargo o desenvolvimento de novos processos de fabrico que permitam acrescentar valor a todo o processo.
Digitalização e fabrico aditivo são conceitos chave
O fabrico aditivo, em particular, é uma das tecnologias na mira da equipa do Instituto, já que pode ser a estratégia ideal para a otimização com o objetivo de reduzir o consumo de material e para obter ganhos ao nível da gestão térmica e de ruído, entre outras vantagens.
Em paralelo, também a sensorização e aplicação de conceitos da indústria 4.0 serão prioridades, nomeadamente através do conceito de digital twin, um modelo virtual do sistema físico que permite acompanhar o produto durante todo o seu ciclo de vida, fazer uma monitorização inteligente da condição de serviço, e adotar a manutenção preventiva.
Indo ainda mais longe, através de ferramentas de otimização e inteligência artificial, será possível obter informação importante para o projeto de futuros sistemas e prever a resposta do sistema a diferentes tipos de perturbações na rede.
“Acreditamos que a integração em simultâneo destas tecnologias resultará num produto mais eficaz em termos de custo, que chegará mais rápido ao mercado, e terá maior eficiência e longevidade”, explica o responsável. “Isto traduz-se em novas oportunidades de mercado e num aumento do volume de negócio da empresa, pelo que um futuro mais digital será certamente um futuro mais rentável”.
O projeto Transformer 4.0 é cofinanciado ao abrigo do programa Portugal 2020 e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), e deverá terminar em 2023.