INEGI e AZEMAD desenvolvem stique de hóquei em patins de alto desempenho em fibra de carbono

08-08-2019
Com o apoio especializado do INEGI, a empresa AZEMAD desenvolveu um novo conceito de stique para hóquei em patins. O equipamento combina madeira e materiais compósitos de alto desempenho e é adaptável às características do atleta.

Desde o início da prática do hóquei em patins, o stique pouco se alterou, continuando com a tradicional composição em madeira. Jogadores e fabricantes valorizam as propriedades do material, mas a verdade é que a madeira apresenta algumas lacunas. Tem imperfeições e descontinuidades e, ao longo do tempo, tem tendência para se deformar devido a fatores externos, como por exemplo a humidade, excesso de força exercida ou uso incorreto da mesma, o que leva à degradação das propriedades do stique afetando a performance do atleta. Além disso a madeira não é um material sustentável, pois a duração do stique é mais curta que o tempo crescimento da árvore.

A AZEMAD e o INEGI uniram esforços para criar um novo conceito de stique, que minimize estas lacunas, combinando dois materiais diferentes: cabo em material compósito (fibra de carbono) e pá em madeira.

O cabo do novo stique tem um tipo de estrutura – sanduíche compósito – que permite, para além da redução de peso e do aumento da rigidez, obter stiques mais uniformes e com propriedades mais controladas, quando comparado com o anterior em madeira.

Um stique adaptado a cada atleta

Outra mais-valia deste novo conceito de stique é o seu potencial de adaptação às características e preferências do atleta. “Por exemplo, se o jogador preferir um stique com uma rigidez diferente da habitual, o processo e materiais aplicados permitem controlar este tipo de variável, oferecendo uma dinâmica de jogo diferente”, explica Joana Machado, responsável pelo projeto no INEGI.

Ao longo dos últimos dois anos, os investigadores do INEGI contribuíram para o desenvolvimento do produto e do seu processo de fabrico, fabricaram protótipos e levaram a cabo simulações e ensaios de caracterização que permitiram chegar à solução agora apresentada.

A caracterização das propriedades mecânicas, em condições estáticas e dinâmicas, foi feita com recurso a equipamentos únicos no mercado, alguns deles já existentes na AZEMAD como resultado de projetos anteriores com o INEGI. “Para desenvolver o stique híbrido foi necessário caracterizar os stiques atuais, de forma a obter propriedades semelhantes na nova solução. A informação obtida sobre massa, momento de inércia, rigidez à flexão, posição do centro de gravidade, frequência de ressonância e coeficiente de amortecimento foi fundamental para isso”, destaca a investigadora do INEGI.

O desenvolvimento deste produto inovador resulta de um projeto cofinanciado pelo programa Portugal2020, com o objetivo de reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação nas empresas portuguesas.

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