Patente do INEGI facilita a previsão do tempo de vida dos materiais

02-07-2019
Trata-se de um novo sistema de iluminação para identificar e suportar a medição de fendas de fadiga mecânica, cuja finalidade é prever o tempo de vida dos materiais. Totalmente concebida e desenvolvida pelo INEGI, esta inovação foi reconhecida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que lhe concedeu o título de patente nacional.

Os testes realizados no INEGI, para comprovar a eficácia deste novo “sistema de iluminação por luz rasante”, demonstram que “as imagens geradas têm qualidade superior, já que é possível iluminar uniformemente o material sob observação”, afirma Paulo Tavares, investigador do INEGI e um dos inventores da tecnologia. “Conseguimos fazer sobressair a fenda em toda a sua extensão, para assim realizar a sua medição ou monitorizar o crescimento, algo essencial para garantir a fiabilidade de metodologias de processamento de imagens automático na análise à fadiga”, acrescenta.

Além de qualidade, ganha-se tempo. Com esta nova tecnologia, os especialistas conseguem analisar as fendas através de um método automático de captura e processamento de imagem, um sistema também criado no INEGI e disponibilizado com licenciamento livre (open source). Assim evitam paragens da máquina de ensaios, tornando o processo até oito vezes mais rápido, comparativamente com o que é feito por um técnico, com uma lupa tradicional de inspeção.

O estudo da fadiga mecânica, o processo de desgaste progressivo de materiais sujeitos a ciclos repetidos de tensão ou deformação, é essencial para “antecipar o número de ciclos de carga a que os materiais podem ser sujeitos até falharem e saber qual o seu tempo de vida útil estimado”, explica Paulo Tavares.

Os setores aeronáutico e automóvel beneficiam diretamente desta inovação, uma vez que utilizam vários componentes em metal, que estão normalmente sujeitos a este tipo de desgaste. Por exemplo, sempre que um avião descola e aterra há um ciclo de fadiga, que pode provocar fendas. Com o sistema patenteado pelo INEGI consegue-se analisar, de um modo mais rápido e mais efetivo do que é conseguido atualmente, quando é esperado que haja rutura de algum componente do avião, de modo a evitar acidentes.

O INEGI contempla agora a busca por parcerias que permitam a rentabilização comercial da tecnologia, contribuindo assim para a otimização de testes de fadiga em vários setores da indústria.

Um esforço que já resultou numa primeira encomenda, por parte de uma organização brasileira, o Departamento de Engenharia Química e de Materiais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, após a apresentação da solução durante o encontro do Grupo Espanhol de Fratura (GEF) que decorreu no passado mês de abril.

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