Materiais compósitos com engenharia INEGI tornam aeronaves mais leves e resistentes

26-06-2019
O INEGI está a colaborar no desenvolvimento de painéis em materiais compósitos mais leves e resistentes ao impacto, para aplicação em aeronaves não tripuladas de uso civil e militar.

Por permitirem uma redução significativa de peso, que se traduz na redução do consumo de combustível, os materiais compósitos são cada vez mais usados nos transportes. Quando falamos em aeronaves militares não tripuladas, esta redução de peso é particularmente importante, mas é igualmente essencial garantir a proteção das estruturas ao impacto.

É neste contexto que surge o projeto ALIR. Os promotores da iniciativa propuseram-se “desenvolver um novo tipo de material compósito com capacidade de resistir a impacto de baixa, média e alta energia, como é o caso do causado por projeteis balísticos”, explica Ricardo Pinto, responsável pelo projeto no INEGI.

Ao longo dos últimos três anos, uma equipa de especialistas do INEGI esteve envolvida no desenvolvimento de novos materiais, respetivos modelos numéricos de caracterização e processos de fabrico, e na integração dos materiais desenvolvidos, de forma a garantir a sua fácil implementação em linha de montagem.

Das atividades de investigação resultaram duas soluções que resistem a um impacto balístico de calibre de 9 mm, sem penetração do material estrutural: um compósito cerâmico-metal e um novo material compósito à base de fibras de polietileno numa matriz de poliuretano. “Cada um dos materiais apresenta vantagens e limitações, por isso, a resposta ao desafio colocado no projeto estará na combinação das duas alternativas”, adianta Ricardo Pinto.

Os materiais serão agora integrados em demonstradores de secções específicas de uma aeronave não tripulada e submetidos a testes balísticos em ambiente controlado. Nesta fase, será ainda testado um sistema de monitorização que permite aferir, em tempo real, o estado estrutural da aeronave em operação, também desenvolvido no âmbito deste projeto.

No futuro “prevê-se um elevado potencial de transferência das soluções desenvolvidas, quer para a indústria aeroespacial comercial, quer para o setor da defesa, para equipamentos à prova de bala, como proteções para veículos terrestres, ou vestuário militar, por exemplo”, comenta o gestor do projeto.

Para além do INEGI, fazem parte do consórcio do projeto o Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação da Academia Militar (CINAMIL), o CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro e as empresas XAeroSystems e Critical Materials.

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