INEGI coordena projeto que vai usar energias renováveis para climatização de edifícios

18-06-2019
Para fazer face à crescente necessidade de reduzir a dependência de energia fóssil para aquecimento e arrefecimento de edifícios, vai arrancar um novo projeto, liderado pelo INEGI, cujo principal objetivo é desenvolver e demonstrar um sistema altamente integrado de ar condicionado, alimentado por energia solar e biomassa.

"A transição para as energias renováveis nos sistemas de aquecimento e arrefecimento de edifícios residenciais e comerciais é hoje uma questão importante para os setores de climatização e construção", explica Szabolcs Varga, investigador do INEGI responsável pelo projeto. "Há, por isso, uma maior procura por tecnologias alternativas, que permitam uma redução no consumo de energia".

Criar uma solução com um significativo aumento de desempenho em relação a tecnologias já existentes, com custos de investimento e operação inferiores, é a ambição do Hybrid – BioVGE. Liderado pelo INEGI, este projeto conta mais seis organizações – três empresariais (SOLARFOCUS, Hargassner e ComPLex) e três entidades académicas europeias (Universidade de Tecnologia de Graz, Universidade de Bolonha e Universidade de Ciências Aplicadas Rapperswiln - HSR).

Szabolcs Varga adianta que o protótipo que o consórcio propõe desenvolver “será impulsionado pelo calor, com origem em dois recursos energéticos renováveis – energia solar e de biomassa – e assim espera-se que 95% da carga térmica do edifício seja satisfeita por energia renovável. A principal fonte será a energia solar e o biocombustível entrará em ação durante a noite ou dias encobertos”. Para tal, o esforço de inovação passará pelo desenvolvimento de uma unidade compacta, capaz de integrar ambos sistemas e com garantia de eficiência, mesmo sob as diferentes condições climáticas europeias.

O projeto contempla ainda a conceção de um design com menores custos de produção, o desenvolvimento de um sistema de armazenamento de energia térmica direcionada, bem como um controlador integrado para automatizar a operação. A melhoria da monitorização do uso de energia em tempo real e a facilidade em escalar a operação serão também prioridades a ter em conta durante o desenvolvimento.

Além da coordenação, o INEGI está responsável pelo desenvolvimento de componentes, entre eles o coletor solar, a caldeira de biomassa, o sistema de armazenamento de energia térmica com materiais de mudança de fase, e o sistema de controlo inteligente. Também o trabalho de validação experimental e teste de três protótipos em ambiente real será realizado pelos especialistas do Instituto. A reunião do arranque oficial deste projeto, financiado pelo programa Europeu Horizonte 2020, decorre dia 27 de junho, nas instalações do INEGI.decorre dia 27 de junho nas instalações do INEGI.

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