Desenvolvimento de quadro em compósito de carbono para bicicletas de montanha elétricas

22-03-2019
LYNX eMTB é o nome do projeto da Lynx Advanced Composites que, em parceria com o INEGI, pretende desenvolver um quadro em compósito de carbono para bicicletas de montanha elétricas (e-MTB). A construção de baixo peso e a elevada resistência mecânica são as principais vantagens da construção com este material.

Como explica Maria Fonseca, engenheira de Inovação e Desenvolvimento da Lynx Advanced Composites, o projeto nasceu “da vontade de desenvolver um quadro para e-MTB mais atrativo do ponto de vista do design, com qualidade superior e com um preço justo”.

Fatores diferenciadores num mercado em que os processos produtivos são outra das maiores preocupações. “Queremos utilizar tecnologia de ponta para reduzir a quantidade de mão de obra, aumentar a cadência de produção e, assim, sermos economicamente competitivos com os restantes quadros da concorrência”.

Nos últimos meses, o INEGI tem vindo a trabalhar em parceria com esta startup de forma a transmitir todas as particularidades e restrições que caracterizam os processos de fabrico dos materiais compósitos. Isto tem permitido à start up adaptar o design do quadro ao processo de fabrico de materiais compósitos, possibilitando assim a fiabilidade e viabilidade do projeto.

“Estamos também a projetar e a desenvolver todas as ferramentas moldantes, com vista à implementação industrial do fabrico do quadro, e esperamos que nos próximos meses se inicie o fabrico dos protótipos, nas nossas instalações, utilizando principalmente a tecnologia HP-RTM (High Pressure Resin Transfer Molding)”, realça Rui Mendes, responsável pelo projeto no INEGI.

Garantir o cumprimento das exigências legais em matéria de qualidade e segurança, nomeadamente as normas europeias que ditam os requisitos de segurança para bicicletas, é também uma condição indispensável que tem estado na ordem de trabalhos.

A colaboração com o INEGI permite-nos ter acesso ao know-how acumulado e, desta forma, poder desenvolver o protótipo de uma forma mais célere e eficiente”, destaca a engenheira da Lynx Advanced Composites.

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