Indústria do calçado conta com o INEGI para criar o “calçado do futuro”

18-03-2019
Criar o “calçado do futuro” é a principal ambição do projetoFAMEST - Footwear, Advanced Materials, Equipment and Software Technologies”, promovido pelo Cluster do Calçado, juntamente com 32 parceiros, entre empresas e instituições de Investigação e Inovação.

Ao INEGI cabe a missão de desenvolver novos conceitos e soluções de calçado inteligente sensorizado. É neste contexto que nasce no INEGI um protótipo inovador, que avalia forças plantares em tempo real, através de um sistema de sensores integrados no calçado e uma app para smartphone.

A tecnologia “fornece informação sobre as pressões em pontos específicos de cada pé, a caracterização da marcha do utilizador, através da migração do centro de pressões, a distribuição de peso entre pé direito e esquerdo, a temperatura e humidade do pé, e tem ainda a capacidade de gerar alertas quando se registam valores anómalos”, explica Mário Vaz, Diretor Científico da área de Ótica e Mecânica Experimental e responsável pelo projeto no INEGI.

As possíveis aplicações para esta solução são vastas: desde a utilização pessoal para avaliar e corrigir hábitos diários; a utilização em contexto profissional, por exemplo, para trabalhadores que passam muito tempo em pé ou que carregam cargas excessivas; até à utilização em contexto clínico.

Como possível ferramenta de apoio ao diagnóstico, Mário Vaz exemplifica o uso em pacientes com diabetes, já que a tecnologia pode ajudar a identificar precocemente a neuropatia periférica, condição que afeta a marcha.

Paralelamente, o INEGI está também a colaborar na criação de sensores para estudos biomecânicos, tendo como principal responsabilidade o desenvolvimento de sensores de tensão de corte e sensores de pressão na gáspea. Neste âmbito desenvolveu um protótipo, que mede a pressão exercida pela gáspea sobre o pé, com o objetivo de avaliar o conforto do sapato. Esta é uma solução “inovadora face às que estão atualmente disponíveis no mercado”, salienta o responsável pelo projeto no INEGI.

Nos próximos passos está contemplada a busca por parcerias que permitam desenvolver aplicações para os dispositivos, tendo em vista as áreas do calçado médico, de conforto e de segurança. Da equipa do projeto faz também parte Arcelina Marques, do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), que em 2008 registou, juntamente com Mário Vaz, a patente portuguesa de um sensor portátil para medição de forças plantares em 3D.

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