INEGI cria ferramenta para avaliar rentabilidade de micro-redes elétricas residenciais

03-09-2019
O projeto transfronteiriço AGERAR encontra-se na reta final e entre os resultados que o consórcio irá divulgar no último trimestre de 2019 está um método inovador desenvolvido pelo INEGI. Trata-se de uma ferramenta para simular a instalação de micro-redes elétricas em edifícios residenciais, que servirá de base a uma aplicação web para ajudar potenciais utilizadores a avaliar a viabilidade destes sistemas de forma simples e autónoma.

A pertinência da iniciativa surge em linha com a ascensão das micro-redes - sistemas que permitem produzir e consumir a própria energia através de fontes renováveis – que tem vindo a ganhar popularidade com a diminuição dos custos associados às energias renováveis e à crescente necessidade de impulsionar a descarbonização.

“Para facilitar a configuração destas micro-redes, criamos um algoritmo de cálculo para pré-dimensionar o armazenamento e produção de energia elétrica em sistemas solares fotovoltaicos”, explica Ana Magalhães, responsável pelo projeto no INEGI.

Para desenvolver o algoritmo, validá-lo e calibrá-lo, os especialistas do INEGI levaram a cabo estudos de caso com diferentes tipos de edifícios e perfis de consumo. O resultado? “Ao inserir informação acerca do perfil de consumo e a localização das instalações, o algoritmo determina, por exemplo, o investimento necessário, a vida útil, o custo de manutenção, ou a previsão do retorno de investimento”.

A ferramenta contempla ainda o estudo da viabilidade da integração de energia térmica, através da utilização do excedente de energia produzida pelo sistema fotovoltaico no aquecimento de águas, recorrendo a termoacumuladores ou bombas de calor.

“Atualmente está a ser desenvolvida uma interface web, para que esta solução seja disponibilizada online”, acrescenta Ana Magalhães.

O trabalho foi desenvolvido no âmbito do projeto AGERAR (Armazenamento e Gestão de Energias Renováveis em Aplicações Comerciais e Residenciais), que nasceu em 2017 com o objetivo de desenvolver e disseminar soluções de auto-produção, armazenamento e gestão de energia no contexto de micro redes residenciais e em edifícios de serviços.

Durante os últimos três anos, os parceiros desenvolveram novas ferramentas e tecnologias, como sensores, sistemas de comunicação e tele-monitorização, e sistemas de controlo, que têm vindo a ser testados em micro-redes experimentais.

Ao INEGI coube a responsabilidade de desenvolver e avaliar novos algoritmos e ferramentas para otimizar a gestão destas redes, bem como prestar apoio à criação de modelos de sistemas de armazenamento de energia elétrica de origem renovável em aplicações comerciais, residenciais e domésticas.

No projeto participam também a Universidade de Sevilha, a Agencia Andaluza da Energia, o Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (INTA), a Agência Regional de Energia e Meio ambiente do Algarve (AREAL), o Instituto Tecnológico da Galiza (ITG), a Universidade do Algarve e a Universidade de Évora.

O projeto AGERAR é cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do programa INTERREG Espanha-Portugal (POCTEP).


INEGI
Universidade do Porto
CONTACTOS E LOCALIZAÇÃO
Linkedin Facebook Youtube Twitter
© INEGI 2011 | Política de Privacidade