Promover a
ecoeficiência dos processos térmicos para a
competitividade e sustentabilidade da indústria portuguesa nos setores da
metalomecânica, cerâmica, agroalimentar de laticínios e de fabricação de produtos à base de carne. É este o principal objetivo do
EcoTermIP – Promoção da Utilização Racional de Energia Térmica e Integração de Tecnologias com base em Energias Renováveis na Indústria Portuguesa, um projeto
liderado pelo INEGI, que foi apresentado numa sessão pública dia 9 de abril, no INEGI [
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“Queremos ser capazes de dar resposta a um conjunto de fatores críticos e falhas de mercado identificadas na indústria, nomeadamente a falta de conhecimento e informação adequada no âmbito da temática em estudo”, explica Ana Magalhães, responsável pelo projeto no INEGI.
Desenvolvido pelo INEGI em colaboração com o ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade, o EcoTermIP foi desenhado para
efetivar a transferência do conhecimento científico e tecnológico, de modo a melhorar as condições energéticas da indústria. Para isso, estão planeadas
visitas técnicas a instalações industriais, assim como a sua respetiva análise, que permitirá formular
medidas de melhoria para redução de consumos, com recurso a energias renováveis, recuperação de calor ou armazenamento de energia térmica.
“Parece haver uma insuficiente perceção por parte das empresas relativamente aos benefícios que advirão da integração de tecnologias e métodos que utilizem fontes de energia renovável para o fornecimento de energia térmica e a recuperação de calor residual, tanto ao nível dos custos operacionais como ao nível da mitigação dos impactos ambientais provocados pelas suas atividades. Isto é particularmente relevante nas empresas de reduzida/média dimensão que têm uma representatividade significativa no tecido empresarial nacional”, acrescenta a responsável pelo projeto no INEGI.
Segundo os promotores do projeto, para cumprir com o objetivo de transferência de conhecimento, o projeto contempla uma estratégia de comunicação abrangente e demonstrativa dos impactos decorrentes da implementação das medidas de promoção da ecoeficiência.