INEGI valida solução de refitting de pás para o promotor alemão de parques eólicos Energiekontor

26-02-2018

Com o envelhecimento dos parques eólicos na Europa, alguns donos destas instalações têm tentado encontrar soluções para maximizar a capacidade geradora dos seus aerogeradores mais antigos, sem que para isso tenham que fazer grandes intervenções. O objetivo é que sejam o mais curtas e o menos onerosas possível.

Com base nesta premissa, o promotor alemão Energiekontor decidiu desenvolver uma tecnologia que permitisse aumentar a área de varrimento dos seus aerogeradores, aumentando o comprimento das pás, sem que para isso tivesse que proceder à sua substituição. Para o efeito, projetou uma ponta de pá, acoplável à pá original, designada de Rotor Blade Extension – RBE (Extensão da Pá do Rotor).

Após verificarem o desempenho, com sucesso, do RBE num aerogerador localizado na Alemanha, em terreno plano e com um regime de vento simples, decidiram repetir a experiência em terreno complexo e com um regime de ventos mais exigente. Possuindo alguns aerogeradores em plena Serra do Marão, este foi o local escolhido para a repetição da experiência.

Para estimar o impacto do RBE na curva de potência do aerogerador e verificar se o aumento da área de varrimento não traria consequência negativas no aerogerador ao nível estrutural, o INEGI foi contratado para medir a curva de potência, fazer a análise estrutural das pás e do veio principal, bem como para analisar os lubrificantes da caixa de engrenagens.

Para o efeito, o INEGI instrumentou e analisou dois aerogeradores vizinhos, do mesmo modelo e sujeitos a condições de vento muito semelhantes, sendo um dos aerogeradores equipado com o RBE e o outro com a sua configuração original.

Um dos grandes objetivos da análise foi determinar o aumento da carga estrutural imposta ao aerogerador causado pelo RBE, sendo que os procedimentos e cálculos foram feitos à luz da norma IEC 61400 13.

O ensaio de medição da curva de potência serviu para avaliar o aumento da energia produzida pelo aerogerador, obtido através da instalação do RBE. Esta análise foi efetuada seguindo os requisitos exequíveis da norma IEC 61400-12-1.

José Carlos Matos, diretor da área de energia eólica do INEGI, salienta que “seguir as normas IEC 61400 aplicáveis permite-nos realizar os ensaios segundo métodos internacionalmente aceites e validados, com vantagem para os clientes. A capacidade do INEGI em vários domínios da engenharia mecânica, nomeadamente análise estrutural, análise de lubrificantes e medição da curva de potência de aerogeradores, possibilita uma abordagem abrangente dos problemas, capaz de confluir numa solução que, neste caso, contribuiu para que a Energiekontor validasse o seu produto”.

Para o especialista do INEGI em energia eólica, estas são capacidades determinantes numa altura em que os operadores abordam temas de refitting e repowering dos parques eólicos.

A experiência levada a cabo pelo INEGI decorreu com sucesso durante um ano, com vários desafios relativos à complexidade do local. Uma vez concluída, permitiu fornecer à Energiekontor resultados que levaram a empresa a avançar com a instalação do RBE na grande maioria dos seus aerogeradores e também a fazer do RBE um produto comercial, sendo a equipa portuguesa da Energiekontor a responsável mundial por este produto.

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