No passado dia
28 de novembro, realizou-se, no
INEGI, a
jornada de lançamento do projeto AGERAR – Armazenamento e Gestão de Energias Renováveis em Aplicações Comerciais e Residenciais (programa disponível
aqui).
Promovido pelo INEGI, em parceria com as Universidades de Sevilha, Évora e Algarve, a Agência de Energia da Andaluzia, a Agência Regional de Energia do Algarve, o Instituto Tecnológico da Galiza e o Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (Huelva), o projeto AGERAR tem como objetivos o
desenvolvimento e a disseminação de soluções de autoprodução, armazenamento e gestão de energia no contexto de micro redes residenciais e em edifícios de serviços.
A pertinência deste projeto surge em linha com os
desafios que setor energético tem enfrentado nos últimos anos. Grande parte são causados pela
dependência de combustíveis fósseis e respetivo impacto ambiental. Assim, tem-se assistido à
penetração em massa das energias renováveis, fundamentalmente de forma centralizada, como meio de responder a esse desafio.
Surge entretanto um novo repto no que respeita à utilização de energias renováveis e que consiste na generalização de uma
produção distribuída, onde a
geração e o consumo ocorrem no mesmo ponto geográfico.
“As vantagens são óbvias com especial enfoque para a diminuição da necessidade de grandes infraestruturas e para a redução das perdas/ineficiências no transporte e distribuição de energia”, salienta Ricardo Barbosa, responsável pelo projeto no INEGI.
A implementação prática do conceito de
micro redes apresenta novos desafios nomeadamente para a sua
aplicação nos setores residenciais e de serviços, sendo que um dos problemas fundamentais está relacionado com a
natureza variável e intermitente da energia renovável (eólica e solar), que não corresponde aos perfis de consumos de energia.
O projeto AGERAR conta com o apoio do POCTEP – Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal e pretende dar resposta a estes desafios.